Archive for julho, 2009
Mais um café gelado por favor…
by Luize Lacerda on julho 30th, 2009
O calor está insuportável. Mas a gente suporta. A gente vai suportando tudo até quando algo realmente insuportável acontecer e nos fizer pensar. Como nós dois. Eu sei que existe uma escolha. Eu sei que existe outro caminho… mas é esse que eu quero suportar. A cada dia eu faço uma escolha e você será a minha por um bom tempo. E se eu pudesse escolher, você seria pelo tempo que eu não pudesse contar, mas tenho que lembrar que você tem suas escolhas também. E você não me escolheu.
Love is suicide…
by Luize Lacerda on julho 27th, 2009
É fato que começamos a morrer a partir que nascemos. É fato e ninguém discute isso, mas a gente morre um pouquinho mais rápido quando se apaixona. Parece que tudo é angústia, êxtase, sei lá. Correspondida ou não, a paixão sempre acelera tudo. E nos mata mais um pouco. Amar é uma forma de suicídio consetido, Uma eutanásia que todos cometem e ficam felizes com essa morte.
“Eu que não fumo, pedi um cigarro. Eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês…”
Free Hugs…
by Luize Lacerda on julho 24th, 2009
Há um tempo surgiu na internet um vídeo de um homem segurando uma plaquinha com os dizeres: “Free Hugs” (abraços grátis). A idéia parecia idiota. Afinal, quem pagaria por um abraço, né? O problema é que a correria do dia-a-dia, a frieza com que os meios de comunicação (msn, e-mail, telefone, sms, etc) nos fazem acostumar tratar uns aos outros deixam escapar esses pequenos detalhes que podem mudar o dia de alguém como um abraço ou um sorriso. Mas aquele gesto, tocou muita gente e até hoje eu vejo pessoas em festas segurando plaquinhas de “Free Hugs” ou usando camisa com a frase…
Eu não vivo sem abraços. Eles funcionam como uma espécie de combustível para mim. Acho que todo mundo, secretamente, tem uma espécie de combustível desses. E o meu, são os abraços. Parece que todas as preocupaçãos e quaisquer problemas se dissolvem quando duas ou mais pessoas – geralmente duas – ficam parcial ou completamente entre os braços da outra.
Feliz ou infelizmente ninguém é louco de sair abraçando qualquer pessoa na rua. Nem mesmo eu. E eu não tenho muitas pessoas para abraçar aqui. E as que tenho, fico com medo de ser má interpretada, sabe? (Tá tentando me pegar, né? Sei, essa história de abracinho não cola não, po… ¬¬) Enfim, e não há nada melhor do que você abraçar um amigo ou alguém da família, né? Ou um cachorro… (ai que saudades do Tobias!). E isso não tem nada a ver com fovorecer a lascívia de ninguém, ok? O lance aqui é mais espiritual… apesar de haver contato, e muito, por favor! Seria tão bom que as pessoas se abraçassem mais… sorrissem mais.
É, eu sei, isso tá muito meloso. Mas ás vezes, tudo o que eu mais quero, é um abraço bem gostoso e demorado. Até porque abraçar é saudável. Dizem até que ajuda no sistema imunológico, além de curar a depressão e reduzir o stress. É fortalecedor, revigorante. Não tem efeitos colaterais. É natural, não custa nada e ainda não engorda (acho até que queima algumas calorias!) e ainda é reciclável. Dá cá um abraço?
For you I bleed myself dry…
by Luize Lacerda on julho 21st, 2009
Eu sabia que viajando ia descobrir muitas coisas. Eu sabia que vivendo em outro lugar, com outras pessoas, com diferentes culturas, criação, pensamentos, ia ser diferente. Eu sabia que ia descobrir um mundo fora de mim mesma, isso era bem óbvio e acho que todo mundo que está arrumando as malas para uma viagem como a minha, mesmo que sem querer, põe uma carga de expectativas em um algum bolso escondido por mais que negue ou até não note…
O que eu quis esquecer esqueci é que iria viajar para dentro de mim mesma também. Algo como a Viagem Insólita (eu adorava esse filme quando era mais nova…!
). No primeiro mês, descobri como eu poderia ser forte e suportar condições adversas. No segundo mês, notei que poderia entender algumas explicações mas nunca aceitar certas justificativas. No terceiro mês, descobri que respeito é essencial e com ele, a gente pode conquistar o mundo. No quarto mês, descobri você.
E desde então, descobri uma nova pessoa dentro de mim. Eu sei que isso é meio clichê e bobo. Eu nunca gostei de ser assim. Mas eu gosto de você e sinto uma necessidade imensa de vivenciar isso. Eu nunca imaginei que ao auge dos meus vinte-e-poucos-anos iria me deparar com uma situação assim. Na verdade, acho que nem quando eu era mais nova me senti assim…. Desarmada e ainda feliz por estar assim. Ás vezes acho que você jogou algum feitço em mim, só pode.
Eu me vejo rindo por nada. E lembrando cada bobagem que eu falo e faço contigo. Como eu acho que posso conquistar alguém assim? Eu me pego pensando em você antes de dormir e tenho vontade de te dizer isso, mas acho que seria demais, né? Afinal, temos que manter a pose de apenas bons amigos. Você me deixa tão indefesa que eu chego a ter raiva de você e eu não consigo fazer nada além de ser eu mesma, mas simplesmente, acho que não é o suficiente… Eu não sei como isso vai acabar, mas uma coisa eu sei… que eu tô feliz por sentir isso.
E por mais que não seja recíproco, pela primeira vez, acho que fiz a escolha certa. Pelo simples motivo de que ninguém me fazia sentir um friozinho na barriga e me dar risadas na frente do monitor sem nenhum motivo mega especial. A verdade é que eu tenho muito medo de você… e de mim, por gostar de você e me tornar essa pessoa emocional, fofa e sentimental que eu sempre evitei ser.
Como diria o Cazuza, “Ás vezes eu te odeio por quase um segundo… depois te amo mais…” E no dia que eu descobrir “as cores e as coisas pra te prender”, ah, se esse dia existir… eu nem imagino como eu vá me sentir…
What a feeling!
by Luize Lacerda on julho 3rd, 2009
Não. Não tem nada a ver com Flashdance. Não seria tão mal se tivesse, eu sei. Na verdade, tem até. Lembram da história do filme? A menina queria muito uma coisa e não sabia como conseguir. Na verdade, não se achava capaz. Era dançarina de uma buatchy e achava que por isso não poderia ser aceita na escola de ballet clássico lá, né? Só porque era diferente. Ela dançava bem e tal… mas se achava menos capaz porque não tinha digamos “berço”. Eu vivia vendo esse filme na sessão da tarde várias e várias vezes. Minha mãe e eu adoramos filmes que envolvam danças e tal. O ponto é que eu tô vivendo uma situação dessa. Só porque eu só “diferente” tô achando que não vou ser aceita na escola de ballet e tô naquela fase de treinamentos sabe? A semelhança entre mim e o filme não sei se vai ser o final feliz, mas com certeza é a o esforço feito e isso já vale de montes não é mesmo? Enfim… Esse sentimento de incerteza e de esforço é muito bom. De planejar, de ver como que faz, como vai ser melhor. E imaginar as ações e possíveis reações… ah, muito bom. Vou continuar conquistar o mundo aqui e viver esse gostinho delícia.
