Archive for the dia-a-dia category
É…
by Luize Lacerda on março 24th, 2009
Já dei muitos “adeus” pra minha cidade, sabe? Fui e voltei várias vezes e nunca foi tão difícil como tá sendo dessa vez. É muito fácil largar algo que não te dá prazer, que não te dá alegria. E Recife era assim. Era assim até eu não me amar. Até eu não entender o quanto eu posso ser responsável pela minha felicidade. Já ‘”fugi” pra Alemanha, pra São Paulo… e sempre era fácil. Sempre mesmo. Nunca chorei. Nunca pensei nas coisas como tô pensando agora. Porque simplesmente, nada fazia tanto sentido como faz agora. Nunca me dei tão bem com minha mãe como agora. Mérito meu e dela. Ela amadureceu muito. Muito mesmo, entendem? Ela superou várias coisas. E ela acabou de entrar no quarto enquanto escrevo isso e me perguntou porque eu tô chorando. Perguntou se era “só” saudade. Saudade nunca fez tanto sentido, mãe! Nunca. Porque agora, “tá tudo bem”. Agora, eu vou sozinha, seguir o meu caminho, porque eu quero, porque é bom pra mim. Não tem nenhuma coisa da faculdade que eu ganhei e tenho que aproveitar, não vou levar nenhuma “mala” extra como na Alemanha e nem vou tá fugindo de coisas que me deixaram muito mal como quando fui a São Paulo. Vou deixar meu ambiente, meu conforto para crescer mais um pouco e sempre. E isso tá sendo muito difícil. E eu N-U-N-C-A pensei que fosse dizer isso. E apesar de tá chorando, tô feliz. Primeiro, porque tô indo realizar um sonho. Um não, vários. E segundo, porque aprendi a amar INCONDICIONALMENTE o que tenho. E sei que vou sentir MUITA falta de Recife e isso não foi fácil de aceitar.
Precisa-se de um Príncipe…
by Luize Lacerda on março 24th, 2009
“Claro, eu odiava ver meus pais quebrando o pau quando era criança, mas eu lembro que eu, pequenininha, pensava: um dia um príncipe vai me levar para longe dessa casa com gente louca que fuma demais, berra demais, desmaia e chuta vasos. ”
Preciso do meu príncipe, onde ele está? Será que eu chego lá? Amor, vem me sequestrar? Tô cansada, tenho mais idade pra certas coisas não… Ai, Tati Bernardi, ao menos, você sonhava também…
A Minha Mente Pode Não Ser Histérica, Mas…
by Luize Lacerda on março 14th, 2009
É complicada. E apesar de eu entender exatamente o porquê de 99,9% 90% das minhas ações, o que adianta eu entender e quem convive comigo não? Feliz ou infelizmente eu sou dotada de uma sensibilidade incrível. Eu pareço que sinto quando alguém não tá bem, tá com algum problema, tá meio irritado comigo, ou afins, e são raras as exceções que eu não me toco nisso. Pra piorar pra quem convive comigo, eu não consigo ficar inerte em situações assim. Traduzindo, é meio que automático esperar que todos me entendam e que ajam de acordo com tal entendimento. Só que isso acontece raramente. O tempo ajuda, obviamente, sabe? As pessoas mais próximas já têm uma noção disso e me entendem por um olhar, sabem o que devem ou não falar e sabem que eu vou lê-las… têm uma expectativa que não precisam ficar falando sobre o que tão sentindo porque eu meio que “pego no ar”, sabe? Não sei se é dom ou maldição. O fato é que tô tendo problemas com a pessoa que, hoje, só não é quem mais me conhece por falta de tempo de convivência. Com essa pessoa, eu posso falar o que penso, o que quero, qualquer segredo íntimo, qualquer coisa mesmo. E isso é tão raro também. Tão lindo, né? Eu fico boba de ter em minha vida alguém assim e fico rindo da imbecilidade vergonha alheia de se abrir pra quem ama. Mas, nem tudo são flores, sabe? Essa pessoa não consegue me lê e eu não sei o que fazer. Tô desesperada. A sensação de conviver com alguém que não me lê ou coisa assim. Pode parecer besteira diante da coisa especial que a gente tem, mas, para mim, não é. E agora, josé? Não vou deixar a festa acabar. Isso é um fato.
Coincidência… ou não.
by Luize Lacerda on fevereiro 18th, 2009
A idéia de focar o blog em comportamento me fez ficar sem inspiração. Mas hoje, por coincidência ou não, por causa do útero, a inspiração veio. Explico. Estou prestes a fazer uma viagem para fora do Brasil (sim, está mais perto que longe) e tive que me submeter a todos os exames de rotina. Em um desses exames, apareceu uma alteração, aparentemente, normal no colo do útero, mas, como eu estou indo meio sem data marcada para voltar, ao invés de ficar monitorando com exames de rotina, a médica achou melhor fazer uma biopsia.
Até aí tudo normal. Quer dizer, “normal”, né? Porque quem é mulher sabe que quaisquer exames ginecológicos podem ser tudo menos normais. Você fica lá, toda aberta e ainda escuta que tem que relaxar. E o pior é que se você não relaxar, acaba doendo. Ou seja: uma perna lá, outra cá e você relaxada? Tudo bem. A gente sempre tenta preencher esses requisitos. Então, estava eu lá, sentada, toda aberta, e, incrivelmente relaxada. De repente, escuto a médica mandar eu olhar para a televisão que passa as imagens de uma microcâmera que a médica tem na ponta do microscópio. Pensei que fosse alguma lesão “fora” se é que vocês me entendem… mas não, a médica SIMPLESMENTE mandou eu olhar para o meu útero que nada mais era que uma COISA horrível VERMELHA, estranha, da qual que não quero nem lembrar!
A sorte da médica foi que eu passei mal. Senão ela tinha levado um belo grito: “Por que porra você mandou eu olhar isso? Se tá doente/ inflamado ou qualquer coisa, eu não vou entender. EU NÃO SOU MÉDICA!”. Mas a minha reação foi ficar mais branca do que eu já sou e sentir meu estômago embrulhar. Ela notou na hora a gafe. Terminou o procedimento e pegou água para mim. Só não desmaiei porque estava deitada. E eu quase tive um ataque histérico por causa do útero. Parece piada, não é mesmo?
