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Fim de ano…
by Luize Lacerda on outubro 14th, 2009
Meu pai sempre dizia que quando os “Bro” chegassem o ano tava acabado. E ele tem razão. Começou Setembro um dia desses e agora já está acabando Outubro e daí, é quase Janeiro. Coincidência ou não, meu ano acaba sempre em Outubro. Dia 18, para ser mais exata. Véspera do meu aniversário, ou melhor dizendo, do meu começo de idade nova. E esse ano foi um ano bem importante. Mas bem, agora eu tenho quase vinte-e-cinco anos e perdi meu iPod na volta para casa.
Voltei e já recomecei a estudar e estou embarcando em uma outra carreira super, master, hiper, mega interessante! Acho que finalmente me encontrei (ou não). Mas enfim, resolvi utilizar todos os meus conhecimentos linguisticos de anos e anos de amor pelos idiomas e tentar ganhar uma graninha com isso como tradutora. O engraçado é que a tradução me encontrou. Nos Estados Unidos fiz uma grande amiga, a Ana Letícia que é americana (porque nasceu lá, mas acreditem, ela é mais brasileira que eu!), mas fala português muito bem porque os avós dela moraram aqui no Brasil. A Ana é intérprete médica e me apresentou a esse mundo. Uns meses depois, vi no twitter o anúncio de um curso de formação de tradutores logo na época que eu pretendia voltar para casa. Não tive dúvidas e me matriculei. Mas a maior surpresa foi conhecer há anos a pessoa que ministra o curso, a Gabriela D’Ávila, coleguinha do mIRC.
Depois de tantos sinais, resolvi me dedicar aos encantos da tradução. Aos poucos, sinto que vou me empolgar mais e mais e aqueles bicos que eu fiz lá nos Estados Unidos vão me ajudar nesta nossa empreitada. A única coisa ruim é que o Mac OS é meio escanteado na área de softwares para tradução, mas isso é o menor dos problemas. Agora é sentar e começar a planejar maneiras de entrar neste mercado e estudar dia após dia para apromorar meu trabalho. Engraçado, parece que minha crise existencial por causa da minha carreira nunca existiu. Muito bom, não é?
Então, por hoje é só… Voltei mas ainda não desfiz as malas. Meu quarto ainda está bem bagunçado e eu estou agoniada com isso, mas com o corre-corre do curso, não deu ainda para “chegar em casa”. Melhor do que ficar em casa dormindo e reclamando que não há nada para se fazer. Enfim, estou feliz. Bem feliz. E agora, perto de quem eu amo e começando a fazer algo que eu adoro.
