Ora, francamente!

And I miss you when you’re gone…

by Luize Lacerda on agosto 3rd, 2009

Esse fim-de-semana você viajou. E me deixou aqui. Sem saber notícias suas, achei que ia ficar de bico esses dias. Uma abstinência de tudo que eu aprendi a conviver nesses últimos tempos. Você realmente viajou, mas não me deixou sozinha nenhum segundo sequer. 

Na sexta-feira, fui a Portland com aquele nosso amigo louco. Aquele mesmo que tentou me beijar na mesma noite que eu e você demos nosso primeiro beijo. Viajamos para ver um show. Você lembra que eu e ele temos o mesmo gosto musical, não é? Mas eu, várias vezes, na estrada, fechava os olhos e esperava que quando eu os abrisse, fosse você dirigindo. Mas não adiantou. E olha que eu apartei bem os olhinhos, como sempre mandam fazer nos filmes. Durante o show, lembrei de você em várias músicas e imaginava o que você estaria fazendo a 3h a frente do horário que eu me encontrava. Depois, me veio uma angústia de ter viajado sozinha com ele. Imagina se você cogita que eu e ele ficamos juntos? Nossa, não! Jamais faria isso com você. Mesmo sem termos um compromisso, eu sou fiel ao que sinto. E aí, chegou a hora de voltar. Mais estrada e menos assunto. Só pensava em você naqueles instantes que nosso amigo louco perguntava porque eu estava tão calada…

No sábado, me senti mal porque soube que alguns amigos em comum foram passear e nem sequer lembraram de mim. Se você tivesse aqui, você teria me chamado. Será? Espero que sim. Quando eu já achava que ia passar o dia pensando em você, me levaram pra uma festa de aniversário que iria do sábado ao domingo. Lembrei do seu aniversário que durou uma semana. Ao chegar na festa, várias nacionalidades, como é típico daqui, né? Mas daí, encontrei aquele casal… um brasileiro casado com a americana, sabe? Aquele casal lá que não é amigo da galera mas que você me apresentou no primeiro dia que saímos juntos para ver o jogo de futebol. E mais uma vez, meu pensamento era todo seu. Resolvi voltar para casa no sábado a noite, porque no domingo iria ter mais coisas pra fazer…

A namorada daquele cara que joga pôquer conosco me chamou para ver os Blue Angels em um parque em Seattle. Fomos só os três e aí, mais do que nunca, queria você lá. Você ia ter adorado o clima da festa. E a gente ficou bem no “Beer Garden”, sabe? Tua cara. Foi bem parecido com o 4 de Julho que você não queria me levar porque queria que eu tivesse uma vida mais independente aqui. Depois do blue angels fizemos um churrasco no prédio desse casal. E os meninos foram também. Conversa vai, conversa vem… perguntaram por onde você andava. Disse que você havia viajado no fim de semana. Mas me perguntei depois por que eles perguntaram a mim? Será que eu sei mesmo da tua vida? Imaginei você vendo a vista do prédio deles, me pedindo pra tirar uma foto bem impossível daquelas que é pra pegar o sol e a lua, sabe? Você ia ter adorado a vista, não tenho dúvidas. Por fim, combinamos de jogar pôquer na terça e ir pro jogo da Barcelona na quarta. Será que você vai? Lembrei mais uma vez de você.

A verdade é que deu pra sentir saudades sim. Mas aprendi que onde quer que eu esteja, você, durante um bom tempo, vai estar comigo… Por mais que não tenhamos nada, eu tenho meu amor por você.

Mais um café gelado por favor…

by Luize Lacerda on julho 30th, 2009

O calor está insuportável. Mas a gente suporta. A gente vai suportando tudo até quando algo realmente insuportável acontecer e nos fizer pensar. Como nós dois. Eu sei que existe uma escolha. Eu sei que existe outro caminho… mas é esse que eu quero suportar. A cada dia eu faço uma escolha e você será a minha por um bom tempo. E se eu pudesse escolher, você seria pelo tempo que eu não pudesse contar, mas tenho que lembrar que você tem suas escolhas também. E você não me escolheu.

Love is suicide…

by Luize Lacerda on julho 27th, 2009

É fato que começamos a morrer a partir que nascemos. É fato e ninguém discute isso, mas a gente morre um pouquinho mais rápido quando se apaixona. Parece que tudo é angústia, êxtase, sei lá. Correspondida ou não, a paixão sempre acelera tudo. E nos mata mais um pouco. Amar é uma forma de suicídio consetido, Uma eutanásia que todos cometem e ficam felizes com essa morte.

“Eu que não fumo, pedi um cigarro. Eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês…”

Free Hugs…

by Luize Lacerda on julho 24th, 2009

Há um tempo surgiu na internet um vídeo de um homem segurando uma plaquinha com os dizeres: “Free Hugs” (abraços grátis). A idéia parecia idiota. Afinal, quem pagaria por um abraço, né? O problema é que a correria do dia-a-dia, a frieza com que os meios de comunicação (msn, e-mail, telefone, sms, etc) nos fazem acostumar tratar uns aos outros deixam escapar esses pequenos detalhes que podem mudar o dia de alguém como um abraço ou um sorriso. Mas aquele gesto, tocou muita gente e até hoje eu vejo pessoas em festas segurando plaquinhas de “Free Hugs” ou usando camisa com a frase…

Eu não vivo sem abraços. Eles funcionam como uma espécie de combustível para mim. Acho que todo mundo, secretamente, tem uma espécie de combustível desses. E o meu, são os abraços. Parece que todas as preocupaçãos e quaisquer problemas se dissolvem quando duas ou mais pessoas – geralmente duas – ficam parcial ou completamente entre os braços da outra.

Feliz ou infelizmente ninguém é louco de sair abraçando qualquer pessoa na rua. Nem mesmo eu. E eu não tenho muitas pessoas para abraçar aqui. E as que tenho, fico com medo de ser má interpretada, sabe? (Tá tentando me pegar, né? Sei, essa história de abracinho não cola não, po… ¬¬) Enfim, e não há nada melhor do que você abraçar um amigo ou alguém da família, né? Ou um cachorro… (ai que saudades do Tobias!). E isso não tem nada a ver com fovorecer a lascívia de ninguém, ok? O lance aqui é mais espiritual… apesar de haver contato, e muito, por favor! Seria tão bom que as pessoas se abraçassem mais… sorrissem mais.

É, eu sei, isso tá muito meloso. Mas ás vezes, tudo o que eu mais quero, é um abraço bem gostoso e demorado. Até porque abraçar é saudável. Dizem até que ajuda no sistema imunológico, além de curar a depressão e reduzir o stress. É fortalecedor, revigorante. Não tem efeitos colaterais. É natural, não custa nada e ainda não engorda (acho até que queima algumas calorias!) e ainda é reciclável. Dá cá um abraço?



For you I bleed myself dry…

by Luize Lacerda on julho 21st, 2009

Eu sabia que viajando ia descobrir muitas coisas. Eu sabia que vivendo em outro lugar, com outras pessoas, com diferentes culturas, criação, pensamentos, ia ser diferente. Eu sabia que ia descobrir um mundo fora de mim mesma, isso era bem óbvio e acho que todo mundo que está arrumando as malas para uma viagem como a minha, mesmo que sem querer, põe uma carga de expectativas em um algum bolso escondido por mais que negue ou até não note…

O que eu quis esquecer esqueci é que iria viajar para dentro de mim mesma também. Algo como a Viagem Insólita (eu adorava esse filme quando era mais nova…! :P ). No primeiro mês, descobri como eu poderia ser forte e suportar condições adversas. No segundo mês, notei que poderia entender algumas explicações mas nunca aceitar certas justificativas. No terceiro mês, descobri que respeito é essencial e com ele, a gente pode conquistar o mundo. No quarto mês, descobri você.

E desde então, descobri uma nova pessoa dentro de mim. Eu sei que isso é meio clichê e bobo. Eu nunca gostei de ser assim. Mas eu gosto de você e sinto uma necessidade imensa de vivenciar isso. Eu nunca imaginei que ao auge dos meus vinte-e-poucos-anos iria me deparar com uma situação assim. Na verdade, acho que nem quando eu era mais nova me senti assim…. Desarmada e ainda feliz por estar assim. Ás vezes acho que você jogou algum feitço em mim, só pode.

Eu me vejo rindo por nada. E lembrando cada bobagem que eu falo e faço contigo. Como eu acho que posso conquistar alguém assim? Eu me pego pensando em você antes de dormir e tenho vontade de te dizer isso, mas acho que seria demais, né? Afinal, temos que manter a pose de apenas bons amigos. Você me deixa tão indefesa que eu chego a ter raiva de você e eu não consigo fazer nada além de ser eu mesma, mas simplesmente, acho que não é o suficiente… Eu não sei como isso vai acabar, mas uma coisa eu sei… que eu tô feliz por sentir isso.

E por mais que não seja recíproco, pela primeira vez, acho que fiz a escolha certa. Pelo simples motivo de que ninguém me fazia sentir um friozinho na barriga e me dar risadas na frente do monitor sem nenhum motivo mega especial. A verdade é que eu tenho muito medo de você… e de mim, por gostar de você e me tornar essa pessoa emocional, fofa e sentimental que eu sempre evitei ser.

Como diria o Cazuza, “Ás vezes eu te odeio por quase um segundo… depois te amo mais…” E no dia que eu descobrir “as cores e as coisas pra te prender”, ah, se esse dia existir… eu nem imagino como eu vá me sentir…

What a feeling!

by Luize Lacerda on julho 3rd, 2009

Não. Não tem nada a ver com Flashdance. Não seria tão mal se tivesse, eu sei. Na verdade, tem até. Lembram da história do filme? A menina queria muito uma coisa e não sabia como conseguir. Na verdade, não se achava capaz. Era dançarina de uma buatchy e achava que por isso não poderia ser aceita na escola de ballet clássico lá, né? Só porque era diferente. Ela dançava bem e tal… mas se achava menos capaz porque não tinha digamos “berço”. Eu vivia vendo esse filme na sessão da tarde várias e várias vezes. Minha mãe e eu adoramos filmes que envolvam danças e tal. O ponto é que eu tô vivendo uma situação dessa. Só porque eu só “diferente” tô achando que não vou ser aceita na escola de ballet e tô naquela fase de treinamentos sabe? A semelhança entre mim e o filme não sei se vai ser o final feliz, mas com certeza é a o esforço feito e isso já vale de montes não é mesmo? Enfim… Esse sentimento de incerteza e de esforço é muito bom. De planejar, de ver como que faz, como vai ser melhor. E imaginar as ações e possíveis reações… ah, muito bom. Vou continuar conquistar o mundo aqui e viver esse gostinho delícia.

O Alarme de Incêndio…

by Luize Lacerda on junho 26th, 2009

Segundo o Wikipédia, o alarme de incêndio é o sistema responsável pela informação de todos os usuários envolvidos em uma determinada área da iminência da ocorrência de um incêndio ou no princípio do mesmo. Normalmente um sistema deste tipo é constituído por detectores automáticos, baseados na detecção de fumaçachamas ou calor, por acionadores manuais, baseados na observação humana do princípio de incêndio para posterior acionamento do alarme que enviam seus sinais para uma central de alarme. Esta central de alarme por sua vez envia sinais de alerta para dispositivos de sinalização audiovisual como sirenes e luzes de emergência. O problema é que o alarme de incêndio dispara quando você menos espera e quando ele dispara as pessoas reagem de maneira inesperada e supreendente.

Ontem aconteceu uma coisa bem estranha. Dois alarmes de incêndio dispararam para me avisar de dois incêndios ou qualquer coisa semelhante a um. E para não fugir a regra, eu não espera os alarmes. O primeiro alarme soou as 18:15h mais ou menos. No meio da sala do cinema. Estávamos vendo UP 3D. Bem quando o tal Carl dá uma de Padre-Burro-Que-Não-Sabe-Usar-o-GPS  Padre-Baloneiro e levanta a casa com os balões, o alarme de incêndio dispara e começa: “May I have your attention please… May I have your attention please… the entire bulding is under an emergency or an imminency of one. Go to the next lobby or exit…”. As luzes acenderam e não teve mais filme pra gente. Parecia aquela cena do Um Tira no Jardim de Infância, sabe? A minha amiga surtou enquanto eu e outro amigo só fazíamos rir e curtir a experiência de todo mundo sair calmamente do prédio. Se fosse no Brasil, a galera ia morrer pisoteada, isso sim. A minha maior preocupação era como eu ia fazer pra ver o filme denovo, sabe? Coisa de primeiro mundo. Mas eu guardei o canhoto e acho que eles me deixam entrar de graça. Quando a gente saiu do prédio, vimos os bombeiros chegando e a minha amiga correndo para o carro e querendo sair dali o mais rápido possível, aloca, sabe? Mas tudo bem, a gente entende, amiga. Um trânsito imenso por causa dos caminhões e os bombeiros daqui, são todos lindos e tenho fotos para confirmar. Tentei até um approach mas eles tavam tentando desligar o alarme que alguma criança apertou sem querer, acho eu. Depois da crise histérica reação da minha amiga, resolvemos ir jantar e aí o segundo alarme disparou.

Como eu disse, estávamos em três: eu, uma amiga histérica assustada e um amigo sussa. Resolvemos jantar no Applebee’s e tal e ficamos conversando potoca porque é o último fim-de-semana dessa amiga aqui em Bellevue. Depois ela vai pra Las Vegas, Los Angeles, enfim, coisa bem chaaaaata. E como a coitada vai ter que passar por isso, a gente resolveu começar o fim-de-semana na quinta-feira. Tentem compreender mais e julgar menos, ok? Grata pela compreensão. Conversa vai e conversa vem. Tocaram na minha ferida. Eu tava dispersa, aluada e meio inquieta: era o segundo alarme de incêndio que dava seus sinais. Eles me torturaram, me forçaram, prenderam meu corpo em quatro cavalos até que eu confessasse o que se passava e daí, entenderam o incêndio que acontecia dentro de mim. Feliz ou infelizmente esse incêndio é de interesse privado e não público. Quando eu fizer xixi na cama, porque quem brinca com fogo acaba assim, já sabem, né? Eu falo mais sobre o incêndio. É, corta-fogo, por favo

Back To The Game…

by Luize Lacerda on junho 20th, 2009

Quanta poeira aqui. Mas voltei. E espero que, para ficar. Voltei de onde não deveria ter saído. Do meu status quo criativo imaginário e irreal que me dá forças para levantar da cama. Todo santo dia e não somente no dia de todos os santos, sabem? Enfim, tanta coisa para contar. Danda coisa para externalizar. Coisa boa, coisa muito boa, coisa ótima. Coisa ruim? Já esqueci se teve. Na verdade, tenho é que ter cuidado para não vomitar despejar tudo de vez em cima de quem lê aqui. Mas, vamos lá. Avante. Sem olhar (muito) para trás. E feliz, sempre. Mostrando os dentinhos bem cuidados da mamãe, não é mesmo? :)

A Primeira Impressão…

by Luize Lacerda on abril 5th, 2009

É a que fica? Acho que não. Ou melhor, não é a que fica em mim. Seja para o bem ou para o mal, a primeira impressão não é nada. Somente um jeito de começar as coisas de uma maneira mais fácil ou não. Faz uma semana que tô aqui na “Cidade das Esmeraldas”. E me sinto bem já… lógico que falta eu me acostumar com umas muitas coisas, mas pegar ônibus, aula, essa rotina tá me fazendo muito bem. Tô mantendo minha mente ocupada e me sentindo tão bem. Mas tão bem que dá medo. Mesmo com as condições adversa de tempo… sabe? Faz frio e o sol brilha bem forte, hoje mesmo, durou até umas 20h e foi bem bonito de ver isso. É bonito ver que mesmo nesse frio, com tanta coisa rolando, tanta gente empacotada, o sol brilha e brilha forte. E eu tô me sentindo meio que como o sol. Logo que, que sempre fui lua. Como é bom ser sol e me sentir rainha de mim mesma.

Eu não ligo…

by Luize Lacerda on abril 2nd, 2009

Eu não ligo se você trabalha para a maior empresa de software do mundo e se tem um carro lindo. Nem ligo também para os milhares de dólares na sua conta bancária. Nem ligo também para chorar e dizer que me ama. Ligo para você me deixar esperando dez horas em um aeroporto que não conheço, cinco horas numa cidade fria e à noite sem nem dizer que não vai poder se encontrar comigo. Ligo para você nem me acolher com um chão na sua casa, como amigo que nós sempre costumávamos dizer que éramos, antes de quaisquer coisas. Ligo para você ter me escondido durante todos esses meses, criado um mundo paralelo enquanto eu fazia questão de dizer que era tua. Ligo para depender da boa-vontade alheia quando deveria ser alimentada pelo teu amor e tua amizade, principalmente. Ligo pela falta de apoio, pela falta de carinho que sempre disseste ter. Não ligo para o seu “visto permanente”, muito menos pela sua futura cidadania. Não ligo para os seus amigos que nem amigos são de verdade, mas que você prefere os manter por perto que me dar a atenção que mereço. Não ligo para você ser educado e eloquente se no fundo, és um ogro que nem soube ao menos ter educação doméstica para comigo. Não ligo para você dizer que não quer me machucar, quando no fundo, você não quer se machucar. Ligo para sua covardia, para sua falta de coragem de viver a vida. Ligo para você escolher um caminho conhecido, que na verdade, nem conhece, ao certo. Não ligo para você querer sair e viver por aí. Não ligo para você querer ter sua vida. Ligo para o aparente incômodo que causo ao querer viver a minha. Não ligo para você me deixar sem notícias, por ter apagado o futuro das nossas memórias. Ligo simplesmente por te amar ainda, desse jeito que me faz não desligar de você.